A nossa estética é de reação.
Como tal, é guerreira. O termo futurista, com
que erradamente a etiquetaram, aceitamo-lo porque era
uma cartel de desafio.

Na galeria de mármore de Carrara do parnasianismo
dominante, a ponta agressiva dessa proa verbal como
um ariete. Não somos nem nunca fomos "futuristas".
(…) O que nos agrupa é a idéia geral
de libertação contra o faquirismo estagnado
e contemplativo, que anula a capacidade criadora dos
que ainda esperam ver erguer-se o sol atrás do
Partenon em ruínas. (…) Nada de postiço,
meloso, artificial, arrevesado, precioso: queremos escrever
com sangue - que é humanidade; com eletricidade
- que é movimento, expressão dinâmica
do século; violência - que é energia
bandeirante!
Assim nascerá uma arte genuinamente brasileira,
filha do céu e da terra do Homem e do mistério.
Menotti del Picchia.
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