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Boa Tarde! Hoje é Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
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A Semana de 22
Paranóia ou mistificação?
Artes
A época
O início
A Exposição de Anita Malfatti
O Grupo
A Divulgação
O Festival
A Semana
A crítica de Lobato

Personalidades
Afonso Schmidt
Alfredo Pujol
Anita Malfatti
Antônio Moya
Cândido Portinari
Di Cavalcanti
Ernani Braga
Ferrignac
Georg Przyrembel
Graça Aranha
Guilherme de Almeida
Guiomar Novaes
Heitor Villa-Lobos
Hildegardo Leão Veloso
John Graz
Mario de Andrade
Martins Ribeiro
Menotti Del Piccia
Oswald de Andrade
Paim Vieira
Plínio Salgado
Rêgo Monteiro
René Thiollier
Ronald de Carvalho
Rubens Borba de Moraes
Sérgio Milliet
Tarsila do Amaral
Victor Brecheret
Wilhelm Haarberg
Yan de Almeida Prado
Zina Aita

Artes


Paranóia ou mistificação?

A mais violenta crítica à exposição de Anita Malfatti foi a de Monteiro Lobato, publicada em dezembro de 1917, em O Estado de São Paulo, intitulada Paranóia ou mistificação?
Veja um trecho:

"Há duas espécies de artista. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em conseqüência disso fazem arte pura, guardando os eternos ritmos da vida, e adotados para a concretização das emoções estéticas, os processos clássicos dos grandes mestres. (...) A outra espécie é formada pelos que vêem anormalmente a natureza, e interpretam-se à luz de teorias efêmeras, sob a sugestão estrábica de escolas rebeldes, surgidas cá e lá como furúnculos da cultura excessiva. São produtos do cansaço e do sadismo de todos os períodos de decadência: são frutos de fins de estação, bichados ao nascedouro. Estrelas cadentes brilham um instante, as mais das vezes com a luz do escândalo, e somem-se logo nas trevas do esquecimento. Embora eles se dêem como novos, precursores duma arte a vir, nada é mais velho do que a arte anormal ou teratológica: nasceu com a paranóia e com a mistificação. De há muito já que a estudam os psiquiatras em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos que ornam as paredes internas dos manicômios esta arte é sincera, produto ilógico de cérebros transtornados pelas mais estranhas psicoses; e fora deles, nas exposições públicas, zabumbadas pela imprensa e absorvidas por americanos malucos, não há sinceridade nenhuma, nem nenhuma lógica, sendo mistificação pura".





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