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Boa Noite! Hoje é Sábado, 11 de Outubro de 2008
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A Semana de 22
O Festival
Artes
A época
O início
A Exposição de Anita Malfatti
O Grupo
A Divulgação
O Festival
A Semana
A crítica de Lobato

Personalidades
Afonso Schmidt
Alfredo Pujol
Anita Malfatti
Antônio Moya
Cândido Portinari
Di Cavalcanti
Ernani Braga
Ferrignac
Georg Przyrembel
Graça Aranha
Guilherme de Almeida
Guiomar Novaes
Heitor Villa-Lobos
Hildegardo Leão Veloso
John Graz
Mario de Andrade
Martins Ribeiro
Menotti Del Piccia
Oswald de Andrade
Paim Vieira
Plínio Salgado
Rêgo Monteiro
René Thiollier
Ronald de Carvalho
Rubens Borba de Moraes
Sérgio Milliet
Tarsila do Amaral
Victor Brecheret
Wilhelm Haarberg
Yan de Almeida Prado
Zina Aita

Artes


No dia 13 de fevereiro de 1922, o Teatro Municipal de São Paulo abre suas portas para o Festival da Pintura e da Escultura, que integra a Semana de 22. O murmúrio de prazer e indignação toma lugar já no saguão de entrada, ocupado por pinturas, desenhos, colagens, esculturas e projetos arquitetônicos dos artistas plásticos paulistas e cariocas.

No interior do Teatro, com cadeiras e frisas tomadas "por distintas famílias da nossa melhor sociedade", a primeira noite do Festival é apresentada em dois momentos: a primeira parte é aberta pelo escritor Graça Aranha, que faz sua conferência "A Emoção Estética na Arte Moderna", ilustrada por poesias de Guilherme de Almeida e Ronald de Carvalho e pela música executada por Ernani Braga. Em seguida, iniciam-se os concertos de música de câmara de Villa-Lobos – a Sonata II, para violoncelo e piano (1916), e o Trio II, para violino, cello e piano (1916).

A repercussão é imediata: a assistência obriga os poetas a declamar outras poesias, e a apresentação de Villa-Lobos é coroada por frenéticos aplausos.

A segunda parte do festival – Pintura e Escultura – é preenchida pela conferência de Ronald de Carvalho "A Pintura e a Escultura Moderna do Brasil" e por solos de piano de Ernani Braga – Valsa Mística, da Simples Coletânea (1917); Camponesa Cantadeira, da Suíte Floral (1919); e A Fiandeira (1921) –, além de um octeto, sob a direção de Villa-Lobos – Três Danças Africanas: Farrapos - Dança dos Moços (1914); Kankukus - Dança dos Velhos (1915); e Kankikis - Dança dos Meninos (1916).

Além dos concertos, as últimas palavras de Ronald de Carvalho, "concitando os paulistas a procurarem seus artistas que tão bem sabiam interpretar, quer no mármore como na tela ou na poesia, a violenta e forte vida americana", são ditas "debaixo de vibrantes aplausos", comenta, no dia seguinte, o Jornal do Commercio.





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