Em janeiro e fevereiro de 1922, os jornais paulistanos
e cariocas começam a divulgar o evento modernista
organizado em torno de uma exposição de
arte e três festivais: o primeiro da Pintura e da
Escultura, o segundo da Literatura e da Poesia e o terceiro,
Festival da Música, a ser realizado entre os dias
13 e 18 de fevereiro daquele ano.
"Diversos intelectuais de São Paulo e do
Rio, devido à iniciativa do escritor Graça
Aranha, resolveram organizar uma Semana de Arte Moderna,
dando ao nosso público a perfeita demonstração
do que há em nosso meio em escultura, pintura,
arquitetura, música e literatura sob o ponto
de vista rigorosamente atual."
Correio Paulistano, São Paulo, 29 de janeiro
de 1922, p. 1.
"A Semana de Arte Moderna, a realizar-se proximamente
no Teatro Municipal, vem agitando de tal forma o nosso
meio artístico e intelectual, que se conservar
alheio a esse movimento seria dar provas de um parti
pris, que não se coaduna, absolutamente, com
o grau de progresso que atingiu a imprensa moderna."
A Gazeta, São Paulo, 3 de fevereiro de 1922,
p. 1.
[a mesma nota anuncia a contratação
de Mário de Andrade como articulista do jornal.]
"A notícia de uma projetada Semana de Arte
Moderna, em São Paulo, foi recebida com um prêmio
de curiosidade, misto de entusiasmo, nas nossas rodas
intelectuais e altamente mundanas. E era natural que
assim acontecesse! É a primeira vez que se vai
tentar, no Brasil, um certame dessa natureza."
Jornal do Commercio, São Paulo, 7 de fevereiro
de 1922, p. 4.