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Boa Tarde! Hoje é Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
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A Semana de 22
A Exposição de Anita Malfatti
Artes
A época
O início
A Exposição de Anita Malfatti
O Grupo
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O Festival
A Semana
A crítica de Lobato

Personalidades
Afonso Schmidt
Alfredo Pujol
Anita Malfatti
Antônio Moya
Cândido Portinari
Di Cavalcanti
Ernani Braga
Ferrignac
Georg Przyrembel
Graça Aranha
Guilherme de Almeida
Guiomar Novaes
Heitor Villa-Lobos
Hildegardo Leão Veloso
John Graz
Mario de Andrade
Martins Ribeiro
Menotti Del Piccia
Oswald de Andrade
Paim Vieira
Plínio Salgado
Rêgo Monteiro
René Thiollier
Ronald de Carvalho
Rubens Borba de Moraes
Sérgio Milliet
Tarsila do Amaral
Victor Brecheret
Wilhelm Haarberg
Yan de Almeida Prado
Zina Aita

Artes


Em meio à efervescência política mundial do início do século passado, com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), e, no Brasil, com os movimentos anarquistas (1917 e 1918), uma mostra de arte viria a ser o marco do modernismo no país: a exposição de Anita Mafaltti de 1917 / 1918.

O marasmo do meio artístico paulista é quebrado com essa exposição, realizada de 12 de dezembro de 1917 a 11 de janeiro de 1918. Encorajada pelo jornalista Arnaldo Simões Pinto e pelo pintor Di Cavalcanti, Anita inaugura sua mostra, com 53 obras, em sala térrea, cedida pelo Conde de Lara, na Rua Líbero Badaró, nº 111. A exposição torna-se um acontecimento que desperta grande interesse do público e da crítica.

Em 20 de dezembro de 1917, Monteiro Lobato publica no suplemento Estadinho do jornal O Estado de S. Paulo, o artigo "A Propósito da Exposição Malfatti", também conhecido como "Paranóia ou Mistificação?", no qual tece violenta crítica ao trabalho da artista, revelando-se verdadeiro porta-voz do pensamento acadêmico em voga. Embora tenha marcado definitivamente o trabalho de Anita, a crítica de Lobato tem o mérito de gerar uma polêmica entre intelectuais e artistas solidários à pintora. Oswald de Andrade e Mário de Andrade, jovens escritores, e pouco depois o escultor Victor Brecheret unem-se a ela contra os defensores da arte acadêmica, colocando em pauta, pela primeira vez, o conflito entre a arte moderna e os passadistas. Esse episódio sinaliza o início do movimento modernista no Brasil. Segundo o crítico Paulo Mendes de Almeida, é "uma tomada de consciência nacional de um problema que, até então, não fora sequer equacionado entre nós".




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