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Bom Dia! Hoje é Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
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Principal
A Semana de 22
Artes
A época
O início
A Exposição de Anita Malfatti
O Grupo
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A Semana
A crítica de Lobato

Personalidades
Afonso Schmidt
Alfredo Pujol
Anita Malfatti
Antônio Moya
Cândido Portinari
Di Cavalcanti
Ernani Braga
Ferrignac
Georg Przyrembel
Graça Aranha
Guilherme de Almeida
Guiomar Novaes
Heitor Villa-Lobos
Hildegardo Leão Veloso
John Graz
Mario de Andrade
Martins Ribeiro
Menotti Del Piccia
Oswald de Andrade
Paim Vieira
Plínio Salgado
Rêgo Monteiro
René Thiollier
Ronald de Carvalho
Rubens Borba de Moraes
Sérgio Milliet
Tarsila do Amaral
Victor Brecheret
Wilhelm Haarberg
Yan de Almeida Prado
Zina Aita

Artes


No Brasil, o internacionalismo e o nacionalismo são, simultaneamente, as correntes básicas do movimento modernista nas letras e artes, a partir da segunda década do século passado. A "redescoberta" do país, no entanto, é motivada pelas constantes viagens dos modernistas à Europa e ao reconhecimento de uma cultura brasileira, ao retornarem do exterior.

O internacionalismo presente no movimento modernista é exaltado como recurso para o rompimento com o academismo passadista, por meio da nova informação que chega de Paris. A atualização das idéias estéticas, a partir de modelos europeus recentes, sobretudo na área de artes plásticas, surge como uma possibilidade de renovação da arte brasileira.

Cubismo, expressionismo, dadaísmo, surrealismo e o "clima" parisiense, no qual impera, nos anos 20, a multidisciplinaridade e a pluralidade das linguagens, resultam em inspirações que, direta ou indiretamente, alimentam os artistas modernistas brasileiros em sua busca de uma estética moderna.

Paris, em particular – além dos centros da Alemanha e da Suíça –, oferece ambiente propício para os breves contatos dos pintores e escritores modernistas com a Europa, que, diferentemente de outros artistas latino-americanos, não participam, como agentes, de mostras coletivas de qualidade ou de movimentos como o surrealismo, ocorrido na década de 20. A presença dos artistas, na época, é discreta, realizando exposições individuais, em galerias particulares, ou em mostras coletivas, como os salões oficiais.

Assim como sucede aos artistas norte-americanos, reunidos em torno de Robert Henri (1865-1929) e do círculo pessoal do fotógrafo Alfred Stieglitz (1864-1946) – o primeiro formado em Paris e um dos organizadores do Armory Show (1913), e o segundo, pioneiro na abertura das galerias de vanguarda em Nova York –, a primeira geração de artistas brasileiros revela, a princípio, alguns problemas na assimilação da arte dita moderna. Sobre a obra dos artistas norte-americanos da época, escreve a crítica de arte Barbara Rose: "(...) quadros que, embora corajosos ou provocantes, mostraram apenas um conhecimento superficial do vocabulário, não da gramática da arte moderna". O mesmo poderia ser aplicado à arte brasileira desse período de transição.

Um pequeno grupo composto de escritores e artistas plásticos de São Paulo e de um gravador do Rio de Janeiro, Oswaldo Goeldi (1895-1961), se forma na Suíça, de onde regressa com sólida bagagem intelectual, atualizados em relação ao que se passa na Europa no campo das idéias. Além de Goeldi, autor das primeiras gravuras modernas no Brasil, Antonio Gomide, Regina Gomide Graz e John Graz, os dois primeiros formados na Escola de Belas-Artes de Genebra, e os escritores Sérgio Milliet e Rubens Borba de Moraes passam a integrar o grupo modernista após o retorno da Suíça, nos anos 20.

Anita Malfatti, depois de estudar na Alemanha e, posteriormente, no Art Student's League, em Nova York, volta ao Brasil, em 1916, e, no ano seguinte, realiza sua exposição de 1917-1918, deflagradora do modernismo brasileiro.

Os dois extremos do caráter modernista, o internacionalismo, procedente do contato com a Europa e, em particular, com Paris, e a pressão da realidade local, chamando o artista para o seu espaço e tradições, por meio do pluralismo cultural de um país como o Brasil, fazem com que surja, a partir do modernismo, conforme a pesquisadora Telê Porto Ancona Lopez, uma nova perspectiva de atuação, que se propõe por um duplo caminho: romper com a arte de importação; e pesquisar o popular, ou seja, restaurar a dignidade da língua e das manifestações populares por meio da pesquisa do dado popular, influindo na literatura.

Assim sendo, a modernidade focalizada pelo movimento modernista no Brasil, embora impregnada de internacionalismo, significa um momento em que é evidente o despertar da consciência nacional no meio artístico.





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