PÓS-IMPRESSIONISMO
Os historiadores da arte adoram rótulos, e “pós-impressionismo”
é o nome dado às diversas vertentes de
pintura que vieram logo após o impressionismo
e que, em termos aproximados, cobrem o período
de 1886 a 1910. Os impressionistas haviam destruído
para sempre a crença artística na verdade
objetiva da natureza. Os pintores passaram a entender
que a visão depende de como vemos é, mais
importante ainda, de quando vemos: o “olhar objetivo”
estava, na realidade, sujeito a tanto à percepção
quanto ao tempo. Vivemos num mundo essencialmente fugaz
e incontrolável, e a glória da arte é
lutar corpo a corpo com esse conceito.
O maior de todos os lutadores foi Cézanne.
Ele compreedeu, como nenhum outro artista antes dele
compreendera, a necessidade pessoal do artista de reagir
ao que via e produzir uma imagem visual e duradoura
dessa beleza inconstante e multidimensional. Seurat,
outro gigante do pós-impressionismo, buscou uma
análise mais científica da cor na pintura,
muito embora sua arte transcendesse as teorias que ele
propôs. Outros artistas preferiram representar
o mundo não pela aparência física
superficial, mas pelas realidades internas, menos tangíveis,
e assim exploraram novas associações simbólicas
com a cor e o traço.
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