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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

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Carlos Scliar

 

Carlos Scliar nasceu em 1920, Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Aos 11 anos ele já colaborava com cadernos juvenis e infantis dos jornais Diário de Notícias e Correio do Povo.

 

Estuda com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934, e no ano seguinte, participa como amador da exposição Farroupilha. Em 1938, funda a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, reside em São Paulo. Realiza a primeira exposição individual em 1940, quando se liga ao grupo da Família Artística Paulista. No Rio de Janeiro, faz em 1944 o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva.

 

 

Convocado pela FEB, participa da II Guerra Mundial, na Itália, entre 1944 e 1945. Mora em Paris, entre 1947 e 1950, entra em contato com o gravador mexicano Leopoldo Mendez e ilustra as revistas Cahiers d’Art e Les Lettres Françaises. De volta para o Brasil, funda em 1950 com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. A partir de 1956 passa a viver no Rio de Janeiro. Trabalhou como consultor plástico do filme "Orfeu da Conceição", a convite de Vinícius de Moraes, em 1956. E foi diretor de arte da revista Senhor - um dos mais bem sucedidos projetos gráficos da história da imprensa brasileira. Mas somente a partir de 1960 Scliar conseguiu viver exclusivamente de sua arte, que mescla gravuras, colagens e pintura em vinil sobre tela. Funda a editora Ediarte, em 1962, com Gilberto Chateaubriand, José Paulo Moreira da Fonseca, Michel Loeb e Carlos Nicolaievski.

 

 

Na década de 70, executa os painéis Porto Alegre Antigo, Porto Alegre Atual e Festa dos Navegantes para o Salão Nobre da Prefeitura Municipal. Em 1986, ilustra a obra O Pintor que Pintou o Sete, de Fernando Sabino. Sua última exposição, Carlos Scliar - 80 Anos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, reuniu obras da década de 40 e trabalhos recentes.

 

Scliar trabalhava incessantemente. Costumava dizer que o dia precisava ter 28 horas para dar conta de tudo o que precisava fazer. "Ele era um dínamo", descreve o filho, o museólogo Francisco José Medeiros Scliar. Em 1939, o escritor Rubem Braga, de quem era amigo, o descreveu como "um rapazola louro, tímido e orgulhoso, atacado da febre da pintura".

 

 

Seu esforço se dava no sentido de apreender a realidade em que vivia. Como temas recorrentes, Scliar pintava retratos, marinhas, paisagens e naturezas-mortas, caminhando do figurativismo para uma abstração cada vez maior, principalmente nos últimos 25 anos de carreira.

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