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Semana da Arte Moderna de 1922

 

 

SÉCULO XX - PRIMEIRAS DÉCADAS

 

Efervecência artística no mundo europeu.

Eclosão da primeira Guerra Mundial.

 

DÉCADA DE 20

 

Era da Industrialização. São Paulo é o centro econômico mais importante do país-lavoura do café. Forte poder político.

 

SITUAÇÃO SÓCIO CULTURAL

 

São Paulo se modernizava. Suas diretrizes vinham da vanguarda histórica européia, que ditava os padrões da época.

A idéia de renovar já era um sonho do poeta Oswald de Andrade.

 

ANTECEDENTES DA SEMANA DE 22

 

1917 - Anita Malfatti abre uma exposiçào de quadros que iria chocar a classe conservadora. Ela trazia um expressionismo que estudara na Alemanha (figuras distorcidas).

Monteiro Lobato critica publicamente, causando uma revolta no meio artístico.

Oswald de Andrade toma as dores e sai em defesa da artista. Uni-se a Mário de Andrade, Di Cavalcanti e logo em seguida a Victor Brecheret (escultor do Monumento às Bandeiras / Parque Ibirapuera). Após várias reuniões este grupo se fortalece: está lançada a idéia da "Semana".

 

ORGANIZAÇÃO

 

Apoio patronal de Paulo Prado, José Freitas Valle e demais intelectuais do Parque Trianon: Menotti Del Picchia, Washington Luiz, Armando Pamplona, entre outros.

 

A SEMANA

 

Nos dias 13, 15, 17 de Fevereiro de 1922, ano do Bicentenário da Independência do Brasil, acontece no Teatro Municipal de São Paulo sob o aval de Graça Aranha, um verdadeiro festival de música, poesia e arte.

 

PARTICIPANTES

 

Villa Lobos, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Anita Malfati, Oswaldo de Andrade, Mário de Andrade, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac, Yan de Almeida Prado, Ziná Aitá, John Graz, Regina Graz, o arquiteto Moya e tantos outros que se uniram para que o evento fosse realizado.

 

 

Grupo de Modernistas:

Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Piccia, Oswald de Andrade e Helios Sellinger.

 

 

CONSEQUÊNCIAS

 

Foi uma semana de muitas vaias, tudo era fora dos padrões normais, pinturas estravagantes, esculturas absurdas, músicas alucinantes.

Tudo isso começou a se propagar nas crônicas de Oswald de Andrade e do Grupo Klaxon, de suma importância na divulgação e concientização do movimento em âmbito nacional.

 

CONTINUIDADE

 

Em 1924 surge o manifesto Pau Brasil com Oswald, Mário e Tarsila do Amaral, esta sai pelas bandas de Minas Gerais com Oswald no fortíssimo Antropofagismo de 1928 em busca de nossas raízes, devorando o estrangeirismo.

Novas tendências surgem ao longo das décadas e o Brasil se atualiza diante do mundo na melhor Arte Brasileira.

A década de 30 foi marcada com conceitos ideológicos numa resposta a conflitos internos.

Na década de 60 surge no Brasil o Tropicalismo, lidando com contradições e um país novo versus o velho, porém sem destruir nosso passado.

 

RESULTADO

 

Esse novo impulso nos deu possibilidade de estruturar e organizar situações brasileiras, conquistamos uma liberdade de expressão e completamos a democracia.

 

ANÁLISE

 

Na verdade o que ocorreu em São Paulo foi o mesmo que os franceses fizeram: revolucionaram tudo para colocar o país dentro das idéias e ideais nacionalistas.

 

CONCLUSÃO

 

Somos brasileiros, caminhamos com expressão própria, ginga, amor à nação.

 

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