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<img border="0" height="150" src="/images/stories/modernos/kandinsky.jpg" width="98" /></p>
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Polêmico, irrequieto, perturbador, diferente... São apenas alguns qualificativos que se pode atribuir a Jackson <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="3">Pollock</span>, expressionista abstrato americano, cuja vida tumultuada acabou marcando profundamente a história da arte moderna. Entre a pintura e o jazz, <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="4">Pollock</span> viveu emoções que o levaram da depressão ao êxtase e terminaram por transformá-lo em um alcoólatra. Aos 44 anos, quando voltava dirigindo embriagado de uma festa, morreu em um acidente de carro. Ele simplesmente chocou-se com uma árvore. Há quem sugira que, propositalmente, provocou o acidente. Nunca saberemos com certeza.</p>
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<img border="0" src="/images/stories/modernos/kandinsky_1.jpg" /></p>
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De uma família com vários artistas, <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="5">Pollock</span> diferenciou-se imediatamente pelos seus métodos. Suas telas, imensas, eram pintadas antes de serem estiradas. Isso permitia que o artista praticamente caminhasse sobre a tela, fazendo parte dela durante o processo de pintar. Também essa pintura era diferente. Deixava a tinta escorrer de latas furadas ou as espalhava-as de outra forma, usando pedaços de madeira, ferramentas, escovas de dente, espátulas e outros processos, abandonando definitivamente o pincel. O resultado é marcante. Ver é deliciar-se.</p>
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O fato de permitir que a tinta manchasse a tela à partir de latas furadas não faz com que a pintura de <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="6">Pollock</span> seja fruto da casualidade. "Quero expressar meus sentimentos mais do que ilustrá-los... Eu posso controlar o fluir da tinta; não há acaso, assim como não há começo nem fim". Depois de enfrentar a recessão na década de 30, o pintor viu os Estados Unidos serem invadidos por artistas europeus fugindo da guerra. Encontrou muitas dificuldades para vender os seus quadros nesse período tumultuado e acabou criando uma dependência do álcool que terminaria por matá-lo tempos depois. Mesmo em dificuldade, <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="7">Pollock</span> nunca deixou de ser um inovador: misturava areia e vidro moído na tinta para obter efeitos especiais.</p>
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<span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="8">Pollock</span> é considerado um dos mais importantes personagens da pintura pós-guerra e sua morte trágica e imprevista o tornou famoso em todo o mundo. Já o era, antes de morrer, apesar de nunca ter saído dos Estados Unidos. Adolescente com problemas escolares, desde cedo se envolveu com o álcool e jamais conseguiu libertar-se dele. Fez tratamento psiquiátrico algumas vezes, mas sempre retornava ao vício. Na década de 40 conheceu Lee Krasner, pintora abstrata com quem se casou e que o apresentou a pessoas importantes no mundo da arte. Lee abandonou praticamente sua carreira para dedicar-se a <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="9">Pollock</span>, ajudando-o na luta contra o álcool. Por causa dele foram morar em um local afastado, procurando criar melhores condições nessa luta. Apesar de todo o esforço, o artista sempre retornava a bebida. A separação acabou acontecendo e foi mais um motivo depressivo para o artista.</p>
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<img border="0" height="200" src="/images/stories/modernos/kandinsky_2.jpg" width="139" /></p>
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As influências que agiram sobre <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="10">Pollock</span> são muitas e variadas. Sobre ele já se disse, antes ainda do apogeu de sua carreira, que "o pintor mais poderoso da América contemporânea e o único que promete ser um dos grandes é gótico, mórbido e extremo discípulo do cubismo de Picasso e do pós-cubismo de Miró, com toques de Kandinsky e de inspiração surrealista. Chama-se Jackson <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="11">Pollock</span>". Faltou nessa frase citar a influência dos muralistas mexicanos e dos conceitos psiquiátricos que aprendeu durante os tratamentos de desintoxicação, os quais, declaradamente, reconhece como fatores que mudaram o seu pensamento.</p>
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Lee Krasner foi quem realmente impulsionou a carreira de <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="12">Pollock</span>, tanto pelo apoio emocional, como pelas apresentações no mundo da arte. Graças a ela, o artista conseguiu rendimentos para dedicar-se inteiramente a pintura. Em 1949, a revista Life, com mais de 5.000.000 de exemplares de circulação, o colocou como uma personalidade em destaque. Subitamente, a agenda tornou-se cheia e os problemas financeiros desapareceram. Tudo poderia parecer bem, mas <span data-scayt_word="Pollock" data-scaytid="13">Pollock</span> jamais aceitou a separação da ex-mulher. Tinha uma jovem amante muito bonita, mas vivia depressivamente, até a morte súbita no trágico acidente.</p>
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O método do artista de pintar caminhando ao redor da tela e mesmo sobre ela tornou-se conhecido como "Action Paiting". Os seus gestos dramáticos no ato de usar as tintas, o abandono tradicional de cavaletes, foram atitudes revolucionárias. O seu nome é um marco na pintura pós-guerra não só americana, mas em todo o mundo. Sem dúvida alguma, ainda é um dos pintores americanos mais influentes dos tempos atuais. As suas pinturas perdem força quando olhadas através de fotografias, o que acontece muito freqüentemente com alguns pintores. Às vezes acontece exatamente o contrário, mas não é o caso. O primeiro vislumbre da fama para o artista veio através de fotografias dele trabalhando, da forma enérgica dos seus gestos no ato de pintar. Há uma certa dramaticidade nessas fotos que realmente impressiona.</p>
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"Quando estou a pintar não tenho consciência do que faço. Só depois de uma espécie de 'período de familiarização' é que vejo o que estive a fazer". Talvez tenha sido assim também com a vida real, com os seus movimentos do dia-a-dia. O gênio nos enche de admiração e nos deixa um grande legado. O homem nos passa a impressão de que, fora a arte, a vida foi uma grande tentativa que não deu certo. Embora não possamos julgar se isso de fato tem alguma verdade, é essa a emoção que nos passa.</p>