Quinta-feira, 17 de Maio de 2012
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Pinto, quase sempre entre a consciência de uma certa futilidade do fazer e a beleza da afirmação desse ato gratuito, fruto de um caos que se quer espelho.
O espelho sempre muda o olhar.
O olhar sempre muda a pintura.Eu pinto como algo que transborda, algo que se impõe e toma conta.E quando aquele simpático demônio sussurra em meu ouvido que tudo isso não vale nada, não respondo.
Pego minhas tintas e pinto mais um quadro. |
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